quarta-feira, 19 de março de 2008

Dica de leitura

foto livro

Tem alguém ai? As comunicações no século XXI

Autor(a): Mark de Austin Jim Aitchison
Editora: Nobel
Sinopse:

O desenvolvimento tecnológico gerou a proliferação dos canais de mídia. A evolução dos canais de mídia, o controle remoto e o surgimento de um consumidor de mentalidade mais independente e mais culto ocorreram mais ou menos ao mesmo tempo. Anteriormente, por exemplo, na década de 1980, um comercial veiculado no horário nobre era visto por 50% dos domicílios no Reino Unido.
A seguir, a telefonia móvel, os computadores e as modernas tecnologias mudaram drasticamente a dinâmica da família diante da TV. Com o controle remoto na mão, o consumidor se rebelou e passou a assistir ao que queria. No fim do século XX, os profissionais de marketing buscavam desesperadamente o consumidor.
O resultado foi uma poluição do marketing e um consumidor que se tornou cada vez mais arredio. Há uma crescente reação da sociedade contra o que é considerada uma exploração comercial por parte das empresas. A marca já não tem um valor inestimável e a propaganda já não é a prioridade do investimento em marketing. A ascensão dos especialistas em compras sinaliza uma grande reestruturação das práticas de propaganda. O atual gerenciamento das comunicações exige um entendimento profundo dos relacionamentos entre consumidores, canais de comunicação e marcas.
Analisando o desempenho do marketing na Ásia, que em 2020 terá 2/3 da população mundial e engloba um mercado culturalmente diverso, os autores procuram traçar o modelo do novo consumidor e orientar o novo profissional de marketing para a nova função do marketing, na qual a mídia deixou de ser uma experiência unidimensional, e passou a ser infinita.

segunda-feira, 17 de março de 2008

A Mobilidade nos Canais de Comunicação

Por Angelo Franzão


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A mobilidade hoje presente nos aparelhos de rádio e de televisão e em outras formas de comunicação é também, a meu ver, um dos grandes benefícios proporcionados pela tecnologia.

Se antes apenas os meios impressos usufruíam desse benefício, hoje a maior portabilidade nos aparelhos de acesso aos canais é uma grande realidade, independentemente da forma e do conteúdo da mídia em geral.

Primeiro vieram as surpreendentes opções móveis desenvolvidas para os aparelhos de rádio, lembram? E as vendas foram tantas que resultaram também na sensível ampliação do universo ouvinte das emissoras em geral.

Depois a indústria eletrônica aperfeiçoou a portabilidade dos aparelhos de televisão. Alguns integrados e agora em diferentes opções portáteis, têm multiplicado as imagens e potencializado ainda mais o universo telespectador.

Tudo impulsionado pelas diversas formas de transmissão usando os satélites, as antenas parabólicas, entre outros, além da plataforma digital que tem dinamizado ainda mais o acesso à mídia em geral.

Hoje, as informações transmitidas pelos canais impressos, o áudio do rádio e os movimentos da TV podem ser sintonizados inclusive nos aparelhos da telefonia móvel, além da Internet que acelera ainda mais o crescimento de espectadores diante da convergência da mídia.

O fato é que é impossível, pelo menos até o momento, saber, por exemplo, o atual número de ouvintes e de telespectadores, independentemente do canal que comanda a programação.

As pesquisas tradicionais de audiência estão estruturadas para aferir o desempenho apenas dos aparelhos convencionais nos domicílios e, em alguns casos, a audiência em automóveis ou ambientes específicos.


E isso me parece pouco diante das diferentes formas de acesso, das múltiplas e crescentes possibilidades de sintonia verificadas hoje na mídia.

Com certeza, a quantidade de ouvintes das emissoras de rádio e dos telespectadores das emissoras de televisão é bem maior dos que os números divulgados pelos institutos de pesquisa.

Fica registrada aqui uma importante questão para ser discutida por todo o mercado publicitário.

A Nova Nova Nova era da Mídia


Mídia & Comunicação - O Novo Momento!

Por Angelo Franzão


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Apenas 13% dos ingleses atualmente usam um lápis ou uma caneta para enviar uma mensagem qualquer, 49% utilizam o e-mail, 29% os SMS dos celulares e 10% usam o Instant Messenger dos provedores da Internet.

Essas são algumas das informações reveladas por uma pesquisa realizada no Reino Unido cujo objetivo era avaliar o impacto da mídia no maior momento da sua fragmentação e as alterações provocadas nos hábitos e comportamentos da população.

O estudo foi desenvolvido em dois momentos: primeiro mapearam-se as atitudes de um grupo de pessoas, tanto diante da mídia como diante do ciclo de consumo, observando o processo de escolha da marca, a decisão de compra e as influências exercidas pelas demais disciplinas do marketing e da comunicação. Tempos depois, uma nova pesquisa permitiu a comparação desses resultados, sinalizando claramente as mudanças manifestadas hoje nos consumidores.

A televisão, por exemplo, continua sendo o grande campeão de audiência. Ou melhor, o grande campeão de influência. Até os jovens, nem sempre presentes regularmente entre as audiências tradicionais da TV, mencionaram o meio como o preferido, tanto para o entretenimento, como para a busca por informação e até orientação. O rádio, citado logo em seguida, parece que também tem preservado o grau de identidade com a população, seguido pela Internet e pela leitura em geral.

Já a telefonia móvel, identificada pelo aparelho celular, a mala direta, que são as correspondências comerciais que chegam às nossas portas e as mensagens do ponto-de-venda dos supermercados e demais revendas parece que foram definitivamente incorporadas ao dia-a-dia dos consumidores. Todos os entrevistados atribuíram valor à informação transmitida por esses canais de comunicação.

Quanto à publicidade interativa, já em operação na Inglaterra, é mais apreciada entre os homens e os jovens, e um terço da amostra já interage habitualmente com os comerciais da TV.

Bem, essas e outras informações retratam o perfil do consumidor inglês, que certamente tem um ritmo e condições de vida totalmente diferentes dos nossos. Mas acho importante, mais do que a mera curiosidade, a revelação da pesquisa porque, além de constatar de fato as mudanças e o perfil de um novo consumidor, anuncia a relevância que a mídia e seus profissionais adquirem na determinação do padrão de consumo.

Mais do que nunca, é hora de considerar o profissional de mídia.

Maneiras diferentes de dar uma Noticia!

Veja o caso da Chapeuzinho Vermelho contado de maneiras
diversas...ou enfocado de maneiras diferentes.

JORNAL NACIONAL
(William Bonner): 'Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por
um lobo na noite de ontem...'.
(Fátima Bernardes): '... mas a atuação de um caçador evitou uma
tragédia'.

FANTÁSTICO
(Glória Maria): '... que gracinha, gente. Vocês não vão acreditar,
mas essa menina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo,
não é mesmo?

CIDADE ALERTA
(Datena): '... onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades?
Cadê as autoridades? ! A menina ia para a casa da avozinha a pé!
Não tem transporte público! Não tem transporte público! E foi devorada
viva... Um lobo, um lobo safado. Põe na tela!! Porque eu falo mesmo, não
tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo, não.'

REVISTA VEJA
Lula sabia das intenções do lobo.

FOLHA DE SÃO PAULO
Legenda da foto: 'Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador'.
Na matéria, box com um zoólogo explicando os hábitos alimentares
dos lobos um imenso infográfico mostrando como Chapeuzinho foi
devorada e depois salva pelo lenhador.

O ESTADO DE SÃO PAULO
Lobo que devorou Chapeuzinho seria filiado ao PT.

O GLOBO
Petrobrás apóia ONG do lenhador ligado ao PT que matou um lobo pra
salvar menor de idade carente.

REVISTA CARAS (Ensaio fotográfico com Chapeuzinho na semana seguinte)
Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: 'Até ser
devorada, eu não dava valor para muitas coisas da vida. Hoje sou
outra pessoa'

PLAYBOY (Ensaio fotográfico no mês seguinte)
Veja o que só o lobo viu.

REVISTA ISTO É
Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente.

quarta-feira, 12 de março de 2008

O mundo é plano

Nesta primeira postagem vou escrever sobre um livro que li recentemente, O Mundo é Plano, de Thomas Friedman. nesta obra Friedman relata que para o mundo tornar-se plano foram nescessarias 10 forças motrizes, que fizeram parte da terceira globalizaçao.

1) queda do muro de berlim
a primeira força foi a queda do muro de berlim, que foi o simbolo da desbipolarizaçao geopolitica, que permitiu a abertura de novos mercados e para a expançao do imperio norte americano. O mundo sofreu modificaçoes na parte economica.

2)Internet
A internet, inicialmente serviu como uma rede de informaçoes militares norte americana. Ela possibilitava a troca de informaçoes e tambem podia-se mater informaçoes militares de forma descentralizada, ou seja, se um nucleo de informaçao fosse destruido a rede ainda seria mantida. logo apos a guerra fria a internet passou a ser utilizada por faculdades. Com a criaçao do Netscape, o primeiro browser para navegaçao, a internet se popularizou e uma enchurrada de todo tipo de sites apareceram: lojas online, sites de sexo, sites de instituiçoes, etc... Aconteceu entao o "BUM" das empresas .com e os caminhos fisicos para a informaçao, os cabos intercontinetais de fibra optica. Entao os custos de comunicaçao começaram a cair. e as pessoas comunicavan-se a longas distancia a custo quase zero.

3)A criação de softwares
Com a Internet e o e-mail, as empresas mudaram totalmente a maneira como funcionavam. Formulários em papel, protocolos, faxes entre departamentos, tudo foi sendo substituído por e-mail e colaboração baseada em software. Várias camadas de software foram sendo desenvolvidas e as empresas tornaram-se capazes de colaborar entre si em tempo real. O mundo inteiro passou a produzir softwares para todas as finalidades.

4) código aberto
o moviento do codigo aberto e do software livre começou com grupos de hackers na decada de 70 que aprimoravam seus software e passavam para os demais a sua melhoria que era feita em forma de pachts, esses pathcs permitiam uma aprimoraçao coletiva do software. Hoje em dia temos diversos softwares com codigo aberto como o linux, o servidor apache que é usado em 8 de 10 maquinas conectadas a internet, e tambem temos o conceito de wiki que faz parte da contruçao coletivas de conteudos. Essas movimentos vem de contraponto aos interesses de grandes corporaçoes que visam o lucro. ao contrario das grandes corporaçoes o software livre de codigo aberto é distribuido gratuitamente pela rede

continuo na proxima postagem

Planejamento de Midia

PLANEJAMENTO DE MÍDIA

UM ROTEIRO BÁSICO

Independente do tipo de produto, campanha ou tamanho, qualquer Plano de mídia deve ser constituído por três grandes partes, e uma quarta, os anexos, que poderá entrar ou não, de acordo com a necessidade:

A- Informações básicas

B- Objetivos

C- Estratégias

D- Anexos

A - INFORMAÇÕES BÁSICAS

O alicerce do Plano são as informações que devem constar na sua primeira parte, chamadas de Informações Básicas. Trata-se de toda e qualquer informação que possa contribuir para orientar, definir e justificar as decisões contidas no Plano.

A maior parte das informações básicas geralmente vem do briefing de mídia passado pelo cliente, mas isso não quer dizer que não possam ser obtidas informações também de outras fontes: levantamentos especiais feitos pela agência, dados de pesquisas de mercado e de mídia, artigos de imprensa e quaisquer outras fontes de informações.

Essa parte deve conter, no mínimo, os itens a seguir, muitos deles extraídos do briefing passado à agência pelo cliente:

1. Produto

2. Mercado

3. Concorrência

4. Target (público-alvo)

5. Objetivos de marketing

6. Verba e período

B – OBJETIVOS

É a parte vital para o bom desenvolvimento do Plano porque as soluções mais adequadas dependem da precisa definição dos objetivos. São dois os objetivos:

1. Objetivos de comunicação

Devem fazer referência ao estilo, tema e conteúdo das peças criativas, a fim de justificar o uso dos meios, veículos, horários, posições, colocações e seções mais adequadas.

Neste item o Plano precisa mencionar também o nível de conhecimento de marca que se quer atingir ou aumentar. E quais os principais aspectos que a campanha pretende ressaltar ao público.

A colaboração do anunciante neste item deve ser vista por quem estiver fazendo o Plano de mídia como uma concordância antecipada ao que constará nele.

2. Objetivos de mídia

Devem ser estabelecidos em função das seguintes circunstâncias:

2.1 Quanto aos níveis de cobertura sobre o target;

2.2 Quanto às funções que os meios de comunicação deverão exercer na campanha, a fim de atender aos objetivos de marketing e comunicação;

2.3 Quanto à abrangência geográfica que a campanha deve cobrir.

C - ESTRATÉGIAS

Idealmente, as referências aos itens que compõem esta parte do Plano, contendo argumentações, justificativas e detalhes de como serão usados, merecem receber uma explanação integrada, que eles não existem isoladamente para efeito de veiculação, e qualquer um deles pode definir os demais.

Haverá casos em que o conteúdo criativo das peças conduzirá aos meios mais adequados. Outros, em que a escolha antecipada dos meios definirá as peças. E situações em que havendo necessidade de veiculação em determinados mercados, a partir daí os meios serão escolhidos:

1. Mercados/Meios/Peças e formatos

2. Níveis de veiculação

3. Táticas

4. Cronograma de veiculação

5. Programações básicas

6. Resumo da verba

D — Anexos

É importante que todo Plano venha sempre acompanhado pelos rankings de custo por mil de cada meio programado; porque se nos mapas de programações há os programas e veículos selecionados, é nos rankings que o cliente irá ver aqueles que não foram programados. E pode até descobrir algumas injustiças, pois afinal nenhum mídia é infalível.

Estudos de simulações, qualificação, dados de mercados e outras informações, também devem estar no anexo para não atrapalharem a leitura e o raciocínio do Plano.

Pecados e virtudes de um bom Plano de mídia

Nem todos os Planos são um primor de qualidade e virtudes. Existe a situação em que a agência peca pela concisão: o cliente recebe Planos tão resumidos, que parecem charts de um audiovisual. E provavelmente será justamente sobre um assunto em que faltou o áudio, que o diretor de marketing vai fazer muitas perguntas à agência. E nessa hora toda a agência desejaria que o mídia tivesse ido anexado ao Plano.

Um Plano de mídia profissionalmente correto deve:

Ser um documento completo, sem ser redundante.

Não ser superficial, mas também não se emaranhar na erudição.

Ser à prova de dúvidas, sem ser didático.

Ter um raciocínio lógico e coerente, sem se resumir numa única folha de cronograma com resumos de verbas e GRP.

Ser o conjunto de soluções mais rentáveis e adequadas para veicular às peças da campanha, e, principalmente, deixar o cliente e o chefe dele, convencidos disso.

* por José Carlos Veronezzi